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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Simão Antônio Marques




Simão Antônio Marques, um dos fundadores de Barretos,  nasceu cerca de 1782,  em Baependi, Minas Gerais. Em 1801 estava com 19 anos, por ocasião do falecimento e inventário de seu pai Manuel Antônio Marques.
Em 1804, Simão Antônio Marques, prestou serviço no quartel da Beira do Campo, (em Caldas) que servia para  esbarrar as invasões dos paulistas, na Província de Minas, naquela área.
Nesse mesmo ano, por motivo de estar fazendo serviço militar, não pode assistir a  partilha Bom Retiro na Bocaina, com o falecimento de seu pai, em 1801.
A herança recebida e vendida  possibilitou a vinda para o norte paulista.
Casou-se em 12 de maio de 1808,  na Capela de Nossa Senhora do Rosário, filial de Lavras do Funil, com Joaquina Cândida de Jesus, natural da freguesia de São José (da cidade do Rio de Janeiro), filha do capitão Valentim João Moreira e de Inácia Bernarda Joaquina da Conceição.
Simão Antônio Marques foi um dos desbravadores e povoadores de Barretos, juntamente com Francisco José Barreto, onde chegou por volta de 1830, tomando posse da fazenda Monte Alegre ou adquirindo de outrem essa posse já constituída. De acordo com as escrituras pesquisadas, Simão comprou de várias pessoas terras na fazenda Monte Alegre.


Descendentes de Simão Antônio Marques. Fonte: "Álbum comemorativo do primeiro centenário da fundação de Barretos, de Ruy Menezes e José Tedesco, p. 21". 


O apelido Librina  que a família carrega até hoje originou-se da grande estatura física de Simão,  ou de seu irmão,  ou do pai destes que,  estando ajoelhado na igreja,  chamou a atenção do vigário, imaginando  que ele estivesse de pé. O padre indagou como tinha aquela estatura e ele respondeu que foram as “librinas da madrugada”, porque acostumava acordar bem cedo. O apelido passou para a família inteira. Até hoje os Marques se orgulham de ser Librinas.
Simão Antônio Marques era um homem de muita coragem.  Logo após sua mudança para as paragens do sertão de Araraquara, um dia,  vinha com  Marcelino de Jaboticabal, tocando um cargueiro de gêneros. De repente,  avistaram uma grande onça pintada à beira do picadão dormindo. Nem pensaram nas armas que portavam. O sertanista fez duas opções: entregou o caso a Deus e à rijeza de seus braços. Cortou a facão, um grosso cacete de pitangueira e negaceando, pé ante pé, veio vindo sorrateiro e desceu o cacete com violência. A fera pouco tempo teve  com a cabeça arrebentada. Como fato aconteceu à beira de um ribeirão, este ficou batizado de Ribeirão da Onça, no caminho de Bebedouro.
Outra vez, apesar dos insistentes rogos da mulher, não quis fazer fogueira para Santo Antônio. Na época estas homenagens a santos eram muito levadas a sério. A mulher insistiu. Simão não atendeu o pedido e mandou que estourassem pipocas, pois estava com vontade de comê-las. Umas faíscas deste fogo voaram longe e o fato é  que a casa pegou fogo. A esposa,  até o fim da vida,  acreditou que o santo magoado dera ao sertanista castigo adequado. Simão passou a respeitar esta interpretação.
Doou com a família Barreto (Francisco José Barreto havia falecido) terras para a constituição do Patrimônio do Divino Espírito Santo. Simão foi casado duas vezes. A primeira com Joaquina Cândida de Jesus, com quem teve 10 filhos e a segunda com Joana Maria de Azevedo com quem não teve filhos. Faleceu com 91 anos em 1874.
Simão e Joaquina tiveram os seguintes filhos:  Inocêncio Antônio Marques, Valentim José Maria ou Valentim Antônio Marques,  Joaquim Simão Antônio Marques, João Simão Marques, José Antônio Marques ou José Simão Marques, Maria Leocádia de São José,  Inácia Bernarda Cândida, Rita Maria de Jesus (citada também como Rita  Esméria de Jesus  ou Rita Estulana),  Francisca e   Mariana Cândida de Jesus.

Referências

ROCHA, Osório Faleiros. “Barretos de outrora”. Barretos: s/e, 1954.




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